Bem- Vindo

Bem- Vindo
Queria tanto ser poeta, falar do mundo, do amor... Porque não da dor? Do sofrimento... Da injustiça então... Enfim, falar do meu sentimento

terça-feira, 18 de junho de 2013

A verdade


Não há nada que me atraia mais do que a verdade

 

Luís Paulo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Quero-te


Estou aqui sentado,

Ouço o crepitar da lareira e penso em ti,

naquelas chamas vejo os olhos que te procuro

ainda ardes em mim

Como pintar em palavras esta chama?

Agitas-me a recordação,

procuro a razão, o porquê…

Porque me ardes, se foi tão efémero o momento?

Quero ter-te outra vez

tenho a certeza,

longe de ti, a minha vida é um tormento

 

Luís Paulo
 
Painting by Vincent Giarrano


 

 

 

domingo, 5 de maio de 2013

Primavera


A primavera é um estado simpático do ano, é uma boa disposição, um sorriso colorido do tempo. O seu hálito exala uma fragrância a flores, que nos contagia na sua alegria.

 

Luís Paulo

Dance


… E para quem não tem ninguém com quem dançar,

Que tal dançar com a vida?

Afinal, a vida também é nossa…

 

Luís Paulo

quarta-feira, 20 de março de 2013

Onde estás?


Sem ti, sinto a vida vazia,

A alegria inerente nela, esvaeceu,

O sol que a guiava, apagou-se!

Noutro tempo,

nem mesmo o dia de maior tempestade, me roubava a alegria,

a luz,

Porque sabia-te ali.

Onde estás?

Percorro dia e noite as pedras da calçada,

Conheço as ruas de cor, os prédios por nome,

Vejo toda a gente, menos a ti…

Onde estás?

Preciso olhar-te, tenho medo de te esquecer

 

Luís Paulo
 
Tela de: Christopher Walker

 

 

 

domingo, 17 de março de 2013

O teu rosto


Foi tudo tão rápido, tão veloz…

Imaginava que o tempo não passava, que era intemporal, que parava na passagem dos dias, que havia tempo para tudo…

Como estava errado. Era jovem, irreverente… para mim, o tempo corria tão devagar, que não se me afigurava, que o tempo era unidirecional, assim como o trânsito numa rua de um só sentido. O tempo corre, inexoravelmente para a frente, sempre para a frente… o tempo, não tem marcha atrás.

Nesciamente, pensava ter todo o tempo do mundo … não tive!

Quando penso no que poderia ter dito… no que poderia ter feito… e não fiz…

Como lamento!

Se pudesse parar o Sol, regredir os dias, voltar aos dias de infância, inverter o tempo e ter-te aqui… ah! Se pudesse… começava tudo de novo.

Não seria tão ausente, ficaria mais junto a ti. Não seria tão economizador das palavras, dir-te-ia o quanto te amava, o quanto te amo. Não te mentiria como menti, falaria a verdade… articularia palavras sãs, afetuosas, reconciliadoras, e principalmente pedir-te-ia desculpa… pedir-te-ia perdão pelo que te fiz sofrer, pelas discussões, pelo deixar-te a falar sozinha, pelo bater da porta…

Sei que não estou isento, carrego a mágoa… conduzo no peito a dor do arrependimento, porque sinto-me impotente e não consigo trazer-te a mim… esta incapacidade, esta inépcia de retornar o tempo… castiga-me… esmurra-me de tal forma, que é o meu tormento.

Sinto tantas saudades tuas… do teu rosto… tenho dias, como hoje, que traço o teu rosto numa audaz fantasia… concebo teu rosto na memória, como a grávida o embrião e sinto crescer a nostalgia. O tempo, esse verdugo, secou-me as lágrimas, agora, choro as feridas de olhos secos, vazios, sem o sal curador, que acalma e alivia a dor. Nestes dias, sinto-te o perfume das serras, das margaridas selvagens, das searas por debulhar… ouço a tua voz, falo contigo em pensamento e digo as coisas que ficaram por falar

 

Luís Paulo
 
Tela de: Angelica Privalihin
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Aquela Primavera


Diz-me,

Fala-me daquele tempo, daquela primavera…

Lembras?

A tua voz é a melodia suave que anseio,

É vida, que aviva a minha vida, que enleio,

Sabes?

Inventei-te em mim,

 minha audaz fantasia…

Á noite, ao deitar, pouso a pensar,

a imaginar… como seria,

amar-te até ser dia…

Depois,

Vejo-te poema, sangue

corres-me nas veias,

bombeias-me o coração de palavras doces, tenras, de amor

versejas em odes as tuas rimas, num clamor

mitigas a dor, as mágoas do mundo lá fora, do horror…

 dos meninos de vida sem cor

Anjo, guerreira de Deus

émulo do diabo

ambicionas varrer o passado, apagar o pecado,

seguidamente,

És mulher,

A paz,

O meu sossego.

Falas por fim, daquela primavera…

Sacias-me a saudade,

A espera

Adormeço nesta quimera

 

Luís Paulo

 
Tela de: Michael Inessa Garmash