Bem- Vindo

Bem- Vindo
Queria tanto ser poeta, falar do mundo, do amor... Porque não da dor? Do sofrimento... Da injustiça então... Enfim, falar do meu sentimento

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Tranquilidade


Hoje sinto-me tranquilo,

O sangue circula-me suave e sereno, como um rio manso, que corre para o mar autunal

 

Luís Paulo

 

Depois Daquele Dia


Depois daquele dia, não tenho sido mais eu!

Minha vida tem sido uma vida sem vida. Vida apática, cansada, como se caminhasse de um lugar para outro e não chegasse a sítio nenhum. A minha vida, depois daquele dia, é uma vida que se tem ajeitado apenas a existir. Está vazia, como se fosse só no mundo, órfã, sem ter ninguém á sua espera.

Quando pego naquilo que sou eu, e sigo a caminhar pelas ruas de sempre, caminhos de outrora, caminhos que sempre andei, que elegi desde á muito, ouço… parece que um burburinho… noto como que, uns olhares… olhares simulados, cúmplices, como se, se voltassem e olhassem para mim. Como se me apontassem o dedo, e fico com a vaga impressão que se riem de mim, que me gozam pelas costas, num gozo gratuito, voluntário.

Odeiam a audácia de não me deixar instrumentalizar. Estranham o meu silêncio, o cuidar apenas da minha própria vida. Intrigados, de sorriso viciado, falam de mim como se fosse de outro lugar, de outro planeta.

Ainda hoje sinto feridas na alma, carrego-as como herança pesada desde aquele dia. Agora sigo com os olhos no chão, envergonhado, de viver num mundo de humanos desumanos, e arrasto a vida á espera dum novo dia

 

Luís Paulo

 

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

O teu amor


Olhas-me com olhos de ternura,

e roças-me de gestos sensuais,

Teus lábios têm um gosto felino,

Desmaio a vida nos teus braços, e sonho-te medusa do meu mar,

anémona do meu jardim,

Trazes pendurado o carinho, o amor que reside em mim,

De passos vagos perfumas o ar a silvestre e jasmim

Todo o teu rosto é sorriso

e nesse sorriso tenho também o teu amor,

O quanto me baste

O quanto me é preciso

 

Luís Paulo

 

Pintura de Rob Hefferan

 

A verdade


Não há nada que me atraia mais do que a verdade

 

Luís Paulo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Quero-te


Estou aqui sentado,

Ouço o crepitar da lareira e penso em ti,

naquelas chamas vejo os olhos que te procuro

ainda ardes em mim

Como pintar em palavras esta chama?

Agitas-me a recordação,

procuro a razão, o porquê…

Porque me ardes, se foi tão efémero o momento?

Quero ter-te outra vez

tenho a certeza,

longe de ti, a minha vida é um tormento

 

Luís Paulo
 
Painting by Vincent Giarrano


 

 

 

domingo, 5 de maio de 2013

Primavera


A primavera é um estado simpático do ano, é uma boa disposição, um sorriso colorido do tempo. O seu hálito exala uma fragrância a flores, que nos contagia na sua alegria.

 

Luís Paulo